Foi realizado, nos dias 3 e 4 de abril, no auditório da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, o Seminário Geral do Programa Pró-Defesa, que contou com representantes do Ministério da Defesa (MD), da CAPES, pesquisadores, e outros segmentos da sociedade interessados em assuntos de defesa. O evento teve o propósito de compartilhar os resultados das investigações científicas realizadas durante a vigência do Pró-Defesa 3 e avaliar a viabilidade da continuação do programa.

Na abertura, o brigadeiro Ricardo Machado Vieira, Secretário de Pessoal, Ensino e Desportos (SEPESD) do MD agradeceu a acolhida da CAPES e informou que as Forças Armadas possuem uma Lei de Ensino que rege como cada Força vai formar e aperfeiçoar os seus militares, e que cabe ao Ministério da Defesa (MD) gerir os temas de interesse. E acrescentou que mestrado e doutorado é uma área de interesse comum para a Defesa.

O brigadeiro Machado disse ainda, que todo ano são realizados curso de extensão para discussão de temas de interesse nacional, não só sob a ótica militar, e congressos acadêmicos, quando cerca de 200 estudantes universitários são convidados a visitar as academias militares durante uma semana, vivenciando a rotina da vida militar. E destacou o Projeto Rondon, desenvolvido pelo Ministério da Defesa em parceria com governos estaduais, municipais e Instituições de Ensino Superior (IES), públicas e privadas, que contribui para a formação do jovem universitário como cidadão e para o desenvolvimento sustentável nas comunidades carentes. “As Forças tem buscado conhecimento e a CAPES, por meio do Pro-defesa, pode direcionar os temas de estudos e pesquisas para os assuntos de interesse nacional, até mesmo para as indústrias de defesa”, afirmou.

Na sequência, o professor Geraldo Nunes Sobrinho, representando o Presidente da CAPES, fez uma reverência especial aos pesquisadores(as), dizendo que o Brasil tem um sistema nacional de pós-graduação, ciência, tecnologia e inovação, que, de certa forma, é um patrimônio nacional e que “é um sistema que vem sendo construído assentado no mérito. Essencialmente em mérito. Os pesquisadores tem seus projetos aprovados porque os projetos são meritórios.”

Durante o seminário, ocorreram palestras em que os pesquisadores apresentaram os resultados dos seus projetos em vigência.

No encerramento, o almirante Victor Cardoso Gomes, Diretor do Departamento de Ensino da SEPESD relembrou que a parceria com a CAPES proporciona a interação do meio civil com o meio militar e o desenvolvimento de produtos ligados à área de defesa. Ele enalteceu a realização do evento, destacando que o mesmo servirá de ferramenta para a avaliação de como o programa está se desenvolvendo e se está atendendo aos objetivos. “O seminário foi perfeito porque foram dois dias onde todos os coordenadores estiveram presentes. E as informações que eles trouxeram vai dar uma maior qualidade ao relatório final”, disse. Destacou ainda que no somatório das 3 edições, a CAPES aprovou quarenta projetos. Sendo: 88 bolsas para mestrado, 54 para doutorado e 22 para o estágio de pós-doutorado.

Por parte da CAPES, o professor Geraldo Nunes Sobrinho, encerrando o seminário, ressaltou a importância do evento, pois, permitirá que, com dados palpáveis, haja a justificativa dos investimentos que têm sido destinados ao programa. E que foi “extremamente positivo, tanto do ponto de vista da Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) quanto da produção científica qualificada.” Segundo ele, a CAPES está muito satisfeita com a parceria com o MD: “Se depender da CAPES, o Pro-Defesa veio para ficar.”

Para Dayse Aparecida da Silva, pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), participar do Pro-Defesa é uma oportunidade única, por sua importância para o cenário nacional e por reunir pesquisadores, que estão nas universidades, com as instituições militares, localizadas em todo o país, visando o fortalecimento da defesa. “Nem todos tem o entendimento de que nas Forças Armadas existem várias categorias de trabalho e que a pesquisa é uma delas.”

Já para a major Tatiana Nogueira, do Instituto de Biologia do Exército (IBEx), sediado no Rio de Janeiro, é de extrema importância a parceria com o meio civil, tendo em vista que também contribui para a formação do pessoal militar. Com a sensação do dever cumprido, a oficial se disse feliz em poder contribuir com a sociedade. “É um sentimento de grande satisfação saber que o nosso trabalho tem um desdobramento importante para a nação como um todo.”

O PRÓ-DEFESA

O gerente da Divisão de Cooperação do Departamento de Ensino da SEPESD, Coronel Celso Bueno da Fonseca, esclareceu que o Pró-Defesa é um programa de financiamento a projetos relacionados à área de defesa, tanto no âmbito das ciências humanas quanto das ciências exatas e biológicas, que tem por objetivo fomentar a cooperação entre instituições civis e militares, para a implementação de projetos voltados ao ensino, à produção de pesquisas científicas e tecnológicas e à formação de recursos humanos qualificados de interesse da Defesa Nacional.

O programa se desenvolve da seguinte forma: a CAPES emite um Edital que estabelece as normas do certame. Os pesquisadores apresentam seus projetos, sempre em associação com outras instituições de ensino, civis e militares. Exigência para a participação. E Em seguida, os projetos são recebidos pela CAPES, onde são conjuntamente selecionados. “No momento estamos terminando a terceira.” Completou.

Fuente: defesa.gov.br